O prefeito de Maceió, JHC, e o vice, Rodrigo Cunha, entregaram neste sábado (04) a primeira etapa de requalificação de um dos principais pilares econômicos e culturais de Alagoas: o Mercado Maceió (Produção). Localizado no bairro da Levada, na parte baixa da capital, o equipamento público — com quase 90 anos de história — começa a ganhar uma nova realidade após anos de abandono.
Nesta fase inicial, cerca de 2.500 metros quadrados foram totalmente revitalizados. O espaço, que antes estava escuro, deteriorado e tomado por entulhos desde a desativação do antigo Bompreço, agora conta com 64 boxes estruturados em mármore e porcelanato, iluminação em LED, climatização e portas automáticas.
Estrutura moderna e mais acessível
A primeira etapa da obra também contempla banheiros adaptados com piso tátil para Pessoas com Deficiência (PcD), rampas de acesso, boxes interligados com acabamento em vidro e estacionamento para 167 veículos, entre carros, motos e bicicletas.
O prédio recebeu ainda nova infraestrutura elétrica e hidráulica embutida, sistema de sonorização com rádio comunitária e um mural artístico produzido por sete artistas alagoanos, que retrata a história do Mercado da Produção e homenageia o trabalho das marisqueiras.
“É um marco o que vivemos agora. Antes, era preciso entrar aqui com lanterna, tudo estava destruído. Hoje, o mercado ganha vida, passa a abastecer a população com dignidade e se torna um novo destino turístico da cidade. Essa é apenas a primeira etapa, com mais de R$ 240 milhões já garantidos. Não haverá descontinuidade”, afirmou JHC.
Patrimônio histórico preservado
A área requalificada integra um prédio construído em 1970 pelo arquiteto uruguaio Eladio Dieste, conhecido por desenvolver o sistema de abóbadas de dupla curvatura em alvenaria — os chamados arcos. A estrutura, considerada símbolo arquitetônico de Maceió, foi preservada durante a obra por determinação da gestão municipal.
Décadas de abandono e desafios estruturais
Apesar da relevância para o abastecimento e geração de renda na capital, o Mercado da Produção enfrentou décadas de descaso. Problemas como alagamentos, acúmulo de lixo, mau cheiro e condições sanitárias inadequadas faziam parte da rotina de feirantes, consumidores e trabalhadores.
Segundo a gestão, a complexidade da obra exigiu soluções de engenharia avançadas, incluindo a elevação do solo para evitar novos alagamentos e garantir a segurança da estrutura.
“Quando um equipamento público é transformado dessa forma, toda a região evolui junto. Era um desafio técnico grande, mas não podíamos ignorar a importância histórica e econômica desse espaço para Maceió”, destacou o prefeito.
Obras seguem até conclusão total
A requalificação completa do Mercado Maceió deve ser concluída em cerca de dois anos. O projeto prevê a construção de um espaço moderno com aproximadamente 40 mil metros quadrados — três vezes maior que o atual — e investimento superior a R$ 240 milhões.
As intervenções estão sendo realizadas por módulos, garantindo que os comerciantes continuem trabalhando durante as obras.
Ao final, o mercado terá capacidade para mais de dois mil permissionários, um aumento de 50% em relação à estrutura atual, além de estacionamento para cerca de 900 veículos.
Novo cartão-postal da capital
O projeto inclui ainda a implantação de energia solar, reaproveitamento de água, praça de alimentação, áreas de convivência, jardins, creche Gigantinhos e um bloco administrativo com serviços da Prefeitura.
Mais do que modernizar a estrutura, a proposta é transformar o Mercado da Produção em um novo cartão-postal de Maceió, fortalecendo a economia popular e valorizando um dos espaços mais tradicionais da cidade.
Contato da Semapa
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