Da Subestimação ao Pânico: O descompasso entre a narrativa de gabinete e a chegada inevitável de um novo tempo
A entrada de Renan Filho no jogo foi baseada na subestimação do adversário.
Não entendeu? Te explico melhor.
O ex-governador foi influenciado por uma leitura equivocada de que JHC não iria renunciar, muito menos disputar o governo.
O equívoco foi monumental e mostrou que o silêncio, desde sempre estratégico de JHC, pode ser tudo, menos falta de coragem.
O início da derrocada
O primeiro balde de água fria veio de Brasília: Lula não deu o sinal verde para tê-lo como vice em 2026, obrigando o ex-governador a recalcular a rota para não perder o espólio político. Em Alagoas, o grito da sua base política não foi clamor, foi pânico diante do iceberg à frente. Como na história, alguém também ignorou. E o resto você já sabe.
A incrível fábrica de narrativas
Para tentar queimar o filme do agora ex-prefeito de Maceió, governistas tentaram colar em JHC o rótulo de “aliado oculto” dos Calheiros, uma narrativa requentada que beira o desespero. Entretanto, o tempo vem mostrando que não houve qualquer acordo ou reunião secreta.
Ao que parece, tentar associar JHC à “velha política”, que ele sempre combateu, é a única arma que restou a um grupo que vê seu tempo escorrer pelas mãos.
Comunicadores do grupo hoje dominante insistem na ‘fake news’ da composição JHC/Renans, mas o eleitor alagoano, principalmente o da capital, conhece o ‘modus operandi’ da oligarquia e já está vacinado contra marmotas e teorias da conspiração.
A verdade sempre vence
A realidade é que JHC sempre foi o antagonista do grupo que está no poder há quase 20 anos na administração do estadual. E ele sabe que a fórmula da vitória é simples: manter-se a uma distância segura dos Calheiros e de seus satélites.
Até as pedras no fundo do Velho Chico sabem que quem se aproxima dessa família acaba se lascando: tá aí Rui Palmeira e Cícero Almeida que não me deixam mentir.
Qualquer movimento fora dessa lógica não seria estratégia, e sim suicídio político.
Enfim, o cenário, na realidade, é de confronto, e as tais histórias sobre “acordos” não passam de uma tentativa de saída honrosa do pleito, disfarçada de cortesia política.
A Inevitabilidade da Alternância: O Colapso das Estruturas de Gabinete Ante o Sentimento de Renovação
O desfecho do pleito de 2026 não será decidido por articulações alheias à vontade do eleitorado alagoano nos gabinetes de Brasília. E o que se observa é o exaurimento de uma hegemonia política que resiste à alternância de poder (leia-se: “largar o osso”).
No sentido oposto, JHC expressa aos alagoanos espírito público, visão de futuro, competência e uma defesa intransigente da liberdade, qualidades que, diante da alta rejeição aos governistas, têm se consolidado como o alicerce de um novo tempo.
E, ao falar em “indefinição”, Renan Filho busca fugir, mais uma vez, de comparações diretas com seu adversário. O receio de se posicionar com clareza e enfrentar esse confronto de forma objetiva acaba ampliando ainda mais o protagonismo de quem hoje é o dono da bola: JHC.
O Mito do Acordão: A Inutilidade das Narrativas de Gabinete Ante o Sentimento de Mudança
É imperativo notar, todavia, que o receio demonstrado por Renan Filho e seu núcleo político transcende a figura de JHC; ele reside, sobretudo, na carga simbólica que esta liderança representa: um desejo de emancipação e de ruptura com as amarras que historicamente limitam a autonomia do cidadão alagoano.
Isso explica a tentativa de manipular a percepção da população por meio de narrativas que buscam rotular JHC e seus adversários como “uma coisa só”.
O tempo, porém, tem mostrado que não houve qualquer tipo de acordão ou alinhamento. O que se viu foram gestos e acenos por parte dos Calheiros, posteriormente utilizados para sustentar essas narrativas. Trata-se de uma estratégia que tenta abafar aquilo que todos já perceberam e sentiram: existe um forte movimento de mudança, e não há força maior do que a ideia cujo tempo chegou. E essa ideia, hoje, tem nome: JHC.








