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Câmara aprova projeto sobre proteção de crianças em ambientes digitais, entenda

Câmara aprova projeto de proteção digital para crianças e adolescentes

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o Projeto de Lei 2628/22, que estabelece regras de proteção de crianças e adolescentes quanto ao uso de aplicativos, redes sociais, jogos eletrônicos e programas de computador. A proposta define obrigações para fornecedores de tecnologia e mecanismos de controle parental.

O texto, de autoria do Senado, passou por alterações e retorna à Casa Legislativa para nova votação.

ECA Digital: proteção e autonomia familiar

O relator, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), explicou que a proposta garante que as famílias mantenham o papel de proteção, sem substituição pelas plataformas digitais. Por isso, o projeto recebeu o apelido de “ECA Digital”, em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente, visando ampliar a adesão social à lei.

Segundo Alencar, a proposta estabelece parâmetros objetivos e hipóteses específicas de violação, oferecendo maior segurança jurídica em comparação à decisão do STF de junho, que determinava a remoção de conteúdo prejudicial mediante simples notificação.

Medidas previstas pelo projeto

O projeto determina que fornecedores adotem medidas preventivas desde a concepção e operação dos aplicativos, reduzindo o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos prejudiciais, como:

  • Pornografia

  • Estímulo ao suicídio

  • Bullying

  • Jogos de azar

Além disso, define controle proporcional à capacidade de cada fornecedor de influenciar, moderar ou intervir nos conteúdos. Provedores de conteúdo editorial e protegido por direitos autorais ficam dispensados se adotarem:

  • Classificação indicativa transparente

  • Mediação parental

  • Canais acessíveis para denúncias

O regulamento do Executivo federal definirá detalhes específicos das obrigações. A lei também proíbe vigilância massiva ou que comprometa direitos fundamentais, como liberdade de expressão, privacidade e proteção integral.

Apoio e debate em Plenário

Deputados de diferentes partidos destacaram a importância da proposta. Entre eles:

  • Sâmia Bomfim (Psol-SP): “Plataformas e big techs têm responsabilidade de garantir segurança para nossas crianças.”

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ): “Todas as censuras foram retiradas; crianças e adolescentes são prioridade.”

  • Talíria Petrone (Psol-RJ): Citou dados sobre crimes digitais contra crianças e adolescentes para reforçar a urgência da lei.

Diversos parlamentares reforçaram que o projeto une proteção infantil com liberdade de expressão, promovendo segurança digital sem censura.


Referências:

  • Câmara dos Deputados – Projeto de Lei 2628/22

  • Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

  • Supremo Tribunal Federal (STF) – decisão sobre conteúdos digitais prejudiciais

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