Nilda Medeiros, Márcia Cristina e Roberta Bastos participam da 8ª Feira Itinerante da Economia Solidária no Corredor Vera Arruda
De 13 a 22 de junho, o Corredor Vera Arruda recebe a 8ª Feira Itinerante da Economia Solidária, promovida pela Secretaria do Trabalho, Emprego e Economia Solidária (Semtes). O evento oferece ao público uma grande variedade de produtos artesanais e, ao mesmo tempo, representa uma oportunidade de recomeço e transformação de vida para muitas artesãs.
A história de Nilda Medeiros
Natural de São Paulo, Nilda Medeiros chegou a Maceió após uma viagem de férias com a filha. Encantada pela cidade, decidiu fixar residência e já soma quatro anos vivendo na capital alagoana. Aqui, encontrou não apenas uma nova vida, mas também a chance de resgatar uma antiga habilidade e transformá-la em fonte de renda.
Em sua cidade natal, produzia peças em MDF, mas ao chegar em Maceió percebeu o interesse do público pelo macramê. Decidiu então aprender a técnica e investir em um novo empreendimento, que hoje é fortalecido pela participação no programa de Economia Solidária, do qual faz parte há um ano.
A feira, portanto, não é apenas um espaço de vendas, mas um ambiente que fortalece histórias como a de Nilda — de reinvenção, aprendizado e novas oportunidades.

“Aqui tirei a minha carteirinha de artesã, comecei a participar das feiras e divulgar o meu trabalho nas redes sociais. Sou muito grata à Economia Solidária”, afirma. Ela também ressalta a importância da iniciativa para se conectar com outras artesãs, que formam uma rede de apoio.
Para Márcia Cristina, que participa da Economia Solidária há 15 anos, o artesanato chegou em sua vida para um resgate da autoestima. “Você chega aqui, expõe o seu trabalho e vê as pessoas se interessando e indo embora usando a peça. É muito gratificante”, diz.
Apaixonada por crochê, ela aprendeu a técnica ainda criança, mas foi só após os 40 anos que transformou a habilidade em profissão. Hoje, Márcia afirma que cada peça é diferente uma da outra, mas todas carregam um pouco da sua identidade. “A técnica é a mesma, mas o formato e a identidade é totalmente seu”, reforça.

Reencontro com as tradições
Nascida no Pontal da Barra, a artesã Roberta Bastos carrega no sangue a tradição do filé, técnica presente em sua família há quatro gerações. Embora tenha aprendido o ofício aos 9 anos, por um tempo decidiu seguir outro caminho, revendendo peças compradas.
Em 2002, Roberta resolveu retomar as raízes familiares e iniciou, ao lado da mãe, um empreendimento voltado à produção e comercialização das peças de filé que confeccionavam.
Hoje, ela mantém o negócio com a filha de 19 anos, que aprendeu a técnica com a avó. Assim, a tradição do filé segue viva, passando de geração em geração como símbolo de identidade cultural do Pontal da Barra.

Tradição e sustentabilidade ganham espaço na Feira Itinerante da Economia Solidária
Juntas, Roberta Bastos e sua filha desenvolveram novas peças, como bolsas, turbantes, colchas e outros produtos feitos a partir de retalhos de calças jeans, reforçando o compromisso sustentável da marca ao reaproveitar tecidos que seriam descartados.
“E com a Economia Solidária nós conseguimos fazer com que essas peças cheguem até o público. Assim trazemos para essas pessoas um pouco do Pontal e da tradição da nossa família”, relata Roberta.
Os produtos de Roberta Bastos, Nilda Medeiros, Márcia Cristina e outras artesãs estão disponíveis na 8ª Feira Itinerante da Economia Solidária, que segue até domingo (22), das 16h às 22h, no Corredor Vera Arruda. Além das peças artesanais, o público também encontra opções gastronômicas típicas das festas juninas, garantindo uma experiência completa de cultura e tradição.
Referências:
- Prefeitura de Maceió
- Secretaria do Trabalho
- Emprego e Economia Solidária
- 8ª Feira Itinerante da Economia Solidária
- Artesanato sustentável
- Feira de cultura e tradição








