A Polícia Federal indicou, no âmbito da Operação Estágio IV, que parte de mais de R$ 100 milhões desviados do SUS em Alagoas teria sido utilizada para a compra de imóveis de alto padrão. Segundo a investigação, os recursos estariam ligados ao secretário estadual de Saúde afastado, Gustavo Pontes de Miranda. As informações foram divulgadas pelo jornalista Carlos Madeiro, do portal UOL.
De acordo com a PF, Gustavo é apontado como líder de uma organização criminosa que atuava por meio de contratos superfaturados firmados na Secretaria de Estado da Saúde. Os valores desviados teriam sido direcionados a terceiros com vínculos pessoais com o gestor.
Entre os bens identificados estão uma casa no Setor de Mansões Park Way, em Brasília, avaliada em R$ 1,69 milhão, e um flat à beira-mar no bairro Cruz das Almas, em Maceió, adquirido por R$ 797 mil. A Polícia Federal sustenta que a beneficiária dos imóveis apresenta rendimentos incompatíveis com o padrão de vida observado.
As apurações também apontam movimentação financeira de R$ 4,99 milhões entre 2023 e 2024, com depósitos oriundos de empresas contratadas pela Saúde. A clínica NOT, considerada peça-chave do esquema, teria registrado créditos de R$ 6,5 milhões junto ao SUS, com indícios de cobranças incompatíveis com sua capacidade real de atendimento.









