Flávio Dino, ministro do STF e aliado histórico de Lula, determinou a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após André Mendonça ter determinado seu afastamento.
Dino afirmou que decisões judiciais devem resultar do Direito, e não de “pressões partidárias, ideológicas, midiáticas ou de interesses pessoais”, além de questionar a reunião reservada de Mendonça com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A acusação
O episódio também abriu espaço para acusações de que investigações poderiam estar sendo utilizadas para interferir no processo eleitoral. Dino, porém, não demonstrou concretamente de onde viria a suposta pressão partidária ou o interesse pessoal atribuído a Mendonça.
A opinião
Na avaliação da página, um ministro não pode deixar de exercer suas atribuições simplesmente porque uma investigação pode produzir consequências eleitorais para determinado candidato ou governo.
Se existem provas e investigações conduzidas pelas autoridades competentes, elas precisam seguir seu curso. Tentar impedir ou limitar uma investigação por causa de seus possíveis efeitos eleitorais é que pode transformar a Justiça em instrumento político.
Não se trata de favorecer candidato ou governo, mas de aplicar a lei, apurar responsabilidades e permitir que a Justiça decida.
Dois casos
O Banco Master e a fraude bilionária contra aposentados e pensionistas do INSS são investigações distintas, mas ambas estão sob apuração das autoridades competentes, com atuação do Ministério Público.
E é justamente por envolverem cifras bilionárias, agentes públicos e possíveis consequências políticas que essas investigações precisam de transparência, independência e liberdade para avançar.









