Presidente do PL ainda acredita em palanque com JHC em Alagoas
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que mantém relação com o ex-prefeito de Maceió JHC (PSDB) e não descarta a formação de um palanque conjunto em Alagoas, indicando possibilidade de reaproximação política envolvendo nomes como Arthur Lira (PP), Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL).
A fala ocorreu após a saída de JHC do comando do partido no estado. Segundo Valdemar, a decisão foi tomada diante de impasses internos, mas não representa rompimento definitivo. Em entrevista ao programa Pânico esta semana, ele afirmou que “teve que fazer isso”, ao se referir à mudança na direção da sigla.
Uma reunião em Brasília deve ocorrer na próxima semana entre Arthur Lira, Alfredo Gaspar e JHC. O encontro tem como objetivo tratar divergências e discutir a reconstrução de alianças políticas já existiram em gestões anteriores na capital alagoana.
A articulação envolve a tentativa de alinhamento entre os grupos políticos que estiveram próximos durante a administração municipal de Maceió. Arthur Lira foi apontado como um dos apoiadores do ex-prefeito nesse período, reforçando uma expectativa nos mais próximos de uma possível retomada de diálogo entre o grupo agora rachado.
A possível reaproximação também atende a interesses eleitorais do PL. A formação de um palanque unificado no estado é vista como estratégica para fortalecer uma candidatura presidencial, com a presença do senador Flávio Bolsonaro no cenário nacional.
Outro ponto considerado é a manutenção de espaço político para Alfredo Gaspar, que assumiu a presidência do partido em Alagoas. A composição buscaria evitar conflitos internos e preservar a viabilidade de candidaturas ao Senado.
Valdemar afirmou que a saída de JHC ocorreu após o ex-prefeito recusar apoio ao deputado federal Arthur Lira para o Senado. Segundo ele, a orientação teria origem em compromisso assumido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro com o parlamentar alagoano. “O Bolsonaro prometeu ao Arthur Lira apoiá-lo para senador. Como ele prometeu, eu tive que falar com o JHC. O JHC falou: ‘Eu não apoio’”, afirmou.
O dirigente também afirmou que a saída representa perda para o partido, mencionando o potencial eleitoral de JHC, incluindo uma possível candidatura ao Senado, além da possibilidade a esposa do ex-prefeito disputar o cargo de deputada federal.
“Eu tive que tirar o partido dele lá, tirei antes da hora para ele poder ir para outro partido. Se eu ficasse quieto, chegava depois e dizia: ou você apoia ele, ou você não tem legenda e não queria fazer isso com ele”, disse.
Vale lembrar que o PL formalizou a dissolução de sua comissão executiva em Alagoas no dia 21 de março. A medida foi comunicada por ofício enviado ao então prefeito e presidente da sigla no estado, determinando o fim da estrutura partidária vigente.
O documento também estabeleceu que JHC não estaria mais autorizado a representar o partido, além de mencionar a possibilidade de medidas judiciais em caso de descumprimento. Com a mudança, o diretório estadual passou a ser comandado provisoriamente pelo deputado estadual Cabo Bebeto, com o vereador Leonardo Dias na vice-presidência, até Alfredo Gaspar assumir.








